domingo, 11 de maio de 2014

Dona Joaquina do Pompéu recebe homenagem em sua terra natal: MARIANA

A Catedral de Mariana, ou a Sé. Neste local foi batizada em 1752 Dona Joaquina do Pompéu


Dona Joaquina Bernarda da Silva de Abreu Castelo Branco recebeu homenagem em sua terra natal no último sábado. Além da placa fixada na Casa de Cultura-Academia Marianense de Letras,  lembrando seu nascimento em Mariana, um dos seus descendentes, Dr. Deusdedit Pinto Ribeiro Campos também foi homenageado com o diploma de Mérito Cultural Moura Santos por sua dedicação incansável à pesquisa, publicando as obras "Dona Joaquina do Pompéu: Sua História e Sua Gente" (em três tomos); "Os Castelo Branco Daqui" e "Inventário de Dona Joaquina e outros documentos".


Dr. Roque Camêllo, Merania Camêllo, Olga Tukof, Flávia Valadares e Hugo de Castro
 


 Muitos biógrafos registraram a vida dessa marianense que o destino consagrou como uma das grandes personalidades dos séculos XVIII e XIX, conhecida não só em Minas como em São Paulo e no Rio de Janeiro com os títulos de Rainha do Oeste Mineiro, Baronesa do Gado, Sinhá Braba, Grande Dama do Sertão.  

Pompeanos e Marianenses aguardam início da solenidade na Academia Marianense de Letras


Além de Agripa de Vasconcelos, Antônio Campos Guimarães, Gilberto Noronha, Coriolano Ribeiro e Jacinto Guimarâes, o médico e genealogista Deusdedit Pinto Ribeiro de Campos pesquisou por muitos anos a vida e a descendência de Dona Joaquina de Pompéu. Um dos livros do prof. Deusdedit foi publicado, em 2003, com o título “Dona Joaquina de Pompéu: sua história e sua gente”. Este trabalho presta um grande serviço à História e à Genealogia brasileira.Dona Joaquina foi uma mulher forte que marcou a sua época pela coragem, capacidade administrativa e desprendimento. Não mediu esforços para ajudar a Coroa Portuguesa, quando aqui desembarcaram, em 1808, a família real e mais de 15 mil pessoas. No Rio de Janeiro daquela época, não havendo condições de receber tanta gente, Dona Joaquina sustentou, por muito tempo, a Corte com mantimentos e gado.

 É também conhecida como “Heroína Mineira da Independência do Brasil” porque, como apoiadora da Independência, enviou bois e alimentos para as tropas de Dom Pedro I, na Bahia, que lutavam contra os portugueses ali residentes contrários à separação do Brasil.  A Heroína do Oeste Mineiro hospedou viajantes ilustres como os alemães Eschwege e Freyreiss, respectivamente em 1811 e 1813 que estiveram em Minas a serviço do rei de Portugal. De sua descendência destacam-se inúmeros homens e mulheres que trabalham em prol do engrandecimento do nosso país.
Para o presidente da Academia Marianense, prof. Roque Camêllo, “Mariana, a cidade das primazias, também se orgulha de ser a terra de mulheres fortes contribuidoras do desenvolvimento do país. Destacam-se Dona Joaquina de Pompéu; Mariana das Neves Corrêa - matriarca inicial do século XVIII dos cafeicultores brasileiros, ambas nascidas em 1752; Irmã Virginie Dubost – da congregação das Filhas da Caridade, francesa que aqui chegou em 1849, trazida por Dom Viçoso e fundou o Colégio Providência; Efigênia da Silva – líder social; Amanda Fernandes – educadora rural; Albertina Santos, Elza Vieira e Conceição Rezende – dedicadas à música;  Olga Tukoff – nas artes; as professoras Hebe Rola - guardiã de nossa Cultura; Marly Moysés – educadora; Patrícia Ferreira Santos – pesquisadora; e as marianenses de adoção Virgínia de Castro Buarque – historiadora, Célia Fernandes Nunes – educadora. São tantas e tão importantes para nossa terra que merecem uma cuidadosa pesquisa a ser publicada.
 Receber a delegação da cidade de Pompéu, os membros do Centro Cultural Dona Joaquina de Pompéu sob a presidência de Hugo de Castro é uma honra para a Academia Marianense de Letras, sobretudo quando, por iniciativa deste Centro Cultural, se entronizará, nesta Casa, uma placa que pereniza a memória da notável marianense”, concluiu Roque Camêllo.

Sob a coordenação da professora Hebe Rola, apresentaram, em jogral, os integrantes da Academia Infantojuvenil, um departamento da Academia Marianense, narrando a história de Dona Joaquina do Pompéu.Discursaram durante a solenidade os Acadêmicos Anício Chaves e Regina Almeida, Deusdedit Campos e Hugo de Castro representando a população de Pompéu e da região do Oeste Mineiro.
O evento teve a participação especial do pianista marianense Virgílio Drummond (13) que encantou o público presente tocando várias canções. Contou com a participação dos membros do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural, Artístico e Histórico de Pompéu, do Coordenador do Centro Cultural Dona Joaquina do Pompéu e membros do Conselho Municipal de Mariana.
Após o descerramento da placa levada pela comitiva de Pompéu, abriu-se a exposição TRAÇOS do jovem artista GIL DRUMMON DE CASTRO  (12) cuja obra é um conjunto de trabalhos digitais a mão livre, técnica simples, traço preciso, com unidade de traços bem definidos e sem retoques. O objetivo do artista é definido, introspecto, sensível e transparente, levando sua arte ao mundo aos 13 anos de idade. É talento herdado da mãe, a artista plástica Cacá Drummond, e do avô, o consagrado escultor Amilcar de Castro. Gil participa de trabalhos sociais confeccionando brinquedos a partir de matérias recicláveis e ajudando na distribuição dos mesmos. Numa sucinta frase, a especialista em História da Arte Regina Almeida profetiza o belo futuro deste jovem artista: “Gil! Um traço que cria e recria”.
          



 Professora Regina Almeida, Dr. Deusdedit Pinto Ribeiro de Campos, Sr. Alvimar, Dr.  Roque Camêllo, Hugo de Castro e Dona Hebe Rolla.

Momento de apresentação da placa em homenagem a Dona Joaquina do Pompéu.
Dr. Roque, Dr. Deusdedit e Hugo de Castro



Os conselheiros do Patrimônio cultural, Artístico e Histórico de Pompéu com os colegas de Mariana.

(Merania Camêllo, especialmente para este blogg)

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