domingo, 20 de novembro de 2011

“A MESA”, DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, COM AS CORES DE YARA TUPYNAMBÁ E A ELOQUENCIA DE OZÓRIO COUTO



Um dos dezenove paineis que fazem parte do painel "A Mesa", de Yara Tupynambá


Ozório Couto e Yara Tupynambá lançaram no dia 7 de novembro, uma obra belíssima em homenagem a Carlos Drummond de Andrade. A solenidade seguida de um coquetel no momento de autógrafos aconteceu no Espaço Político Cultural “Gustavo Capanema”, da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais.
Trata-se de um trabalho grandioso em torno do painel  elaborado por Yara Tupinambá que deu imagem e cor ao brilhante poema “a Mesa” de Carlos Drummond de Andrade, publicado em 1951. O painel “ foi pintado na década de 1980 com o aval do poeta, contendo cenas que envolvem a vida de Drummond, baseadas no poema que retrata a família dele. Contém dezenove módulos com 1m50cm x 1m cada, em carvão sobre papel preparado, pertencem à Fundação Carlos Drummond de Andrade, da Prefeitura de Itabira, onde está permanentemente exposto. O poema de estrofe única e com trezentos e quarenta versos  retrata sua família em uma mesa imaginária, sua infância em Itabira e os sonhos deste que viria a ser um dos grandes nomes da literatura brasileira.
O evento contou com vários nomes da sociedade mineira como o Deputado Dinis Pinheiro, Presidente da ALMG, Deputado Dr. Viana, Deputada Luzia Ferreira, Léo Bahia, superintendente de Museus do Estado de Minas Gerais, Prof. Jorge Lasmar, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, Dr. Roque Camêllo e Srª. Merania Camêllo, José Bonifácio Andrada Ibrain, Diretor do Hospital Luxemburgo, Fátima Santiago, Morgan da Motta, Maria Helena Carvalho Guimarães, Heloisa Carvalho Guimarães, Bete Carvalho Guimarães, Arlindo Porto, Dona Cândida Correa Cortes Carvalho da sociedade de Luz, terra de Dr. Ozório Couto, dentre outros.
O poema foi composto para celebrar os noventa  anos do nascimento do pai, Carlos de Paula Andrade, que falecera em 1931, aos setenta anos.
A convite dos autores da obra compareci ao evento em meu nome, e representando o município de Pompéu, que muito deve a Yara Tupynambá madrinha do Centro Cultural “Dona Joaquina do Pompéu” e a Ozório Couto, meu grande amigo que não mede esforços para trabalhar em prol da cultura do Centro Oeste Mineiro. Na ocasião os autores doaram ao Centro Cultural "Dona Joaquina do Pompéu", um exemplar para compor seu acervo.
O livro encontra-se a venda na Livraria Leitura do Pátio Savassi.

                                                               Imagens do Evento

Léo Bahia e Hugo de Castro

Dr. Roque Camêllo, srª Lasmar, Prof. Jorge Lasmar e Hugo de Castro

Helô Guimarães, Bete Guimarães, Maria Helena Guimarães, Fátima Santiago, Hugo de Castro e Yara Tupynambá(sentada)



terça-feira, 27 de setembro de 2011

A BELA E MILENAR FILOSOFIA DO YOGA



Cristina Porto

Yoga é uma filosofia milenar, que traz bem estar para o corpo, mente e espírito e, por isso, ganha cada vez mais adeptos. Os belos movimentos corporais que imitam poses de animais ou a forma de elementos da natureza, são capazes de mudar, para melhor, a vida do homem moderno. Além de aliviar os efeitos do estresse e fortalecer o tônus muscular, entre outros benefícios, essa doutrina propõe também, o equilíbrio mental e espiritual.
         Nos alongamentos ou posturas, que em sânscrito se chamam asanas, o praticante senta-se ou se mantém em uma posição especifica e procura manter-se em silêncio. “Os asanas trazem serenidade, estabilidade, tranqüilidade e felicidade”. As posturas do Yoga podem nos ajudar em vários níveis. Elas nos fortalecerão fisicamente, atuando em vários sistemas do corpo, como o digestivo e imunológico, e dando à mente condições para manter-se calma, alerta e capaz para a concentração.
         Hoje, existem médicos que recomendam o Yoga como auxiliar em vários tratamentos.
Fisicamente, a prática regular do Yoga ajuda a aumentar a força, a flexibilidade e o equilíbrio e a tratar de problemas específicos, como TPM (tensão pré-menstrual), dor nas costas ou má digestão. O Yoga pode também trazer um elemento espiritual e emocional à sua vida. Ele exige que você se concentre exclusivamente no momento presente, o que ajuda a clarear a mente e traz uma sensação de paz.
Entre as suas principais contribuições para a saúde, está exatamente o combate ao estresse, considerados por muitos, um dos grandes vilões da vida moderna.
O Yoga também traz benefícios importantes para o tratamento de diabetes, hipertensão, depressão, asma e diversas outras doenças, lembrando que deve ser aplicado como terapia complementar às práticas médicas convencionais. Para quem deseja justamente prevenir esses males, o Yoga é mais do que indicado.


As diversas posturas são capazes de atuar em partes específicas do corpo. Existem exercícios capazes de ‘massagear’ órgãos internos, como rim, fígado, pâncreas e intestino, ativando-os de forma quase imediata. Ou então aqueles que vão favorecer a irrigação do sangue na cabeça. Enfim, é uma prática simples, mas com atuação abrangente.


Cristina Porto
Professora de Yoga

A inauguração do Centro Cultural “Dona Joaquina do Pompéu” - Pompéu/MG - 20 de agosto de 2011

Pode ser considerado o maior evento sócio-cultural ocorrido no centro oeste mineiro nos últimos anos, devido à numerosa participação popular e da emoção contida em gestos e declarações que permearam o evento.
A presença de Sua Alteza Imperial, o Príncipe Dom Bertrand de Orléans e Bragança muito honrou a cidade de Pompéu devido o legado histórico herdado por este homem que é bisneto da Redentora Princesa Isabel(filha do nosso último grande Imperador Dom Pedro II), e dos últimos monarcas fraceses.
Dom Bertrand em seu discurso salientou a grande matriarca que foi Dona Joaquina fazendo um paralelo entre sua bisavó Dona Isabel e sua tetravó a Imperatriz Dona Leopoldina de Habsburgo(esposa de Dom Pedro I). Sua Alteza afirmou que Dona Joaquina é um dos grandes nomes e um dos principais vultos femininos da História do Brasil Colonial.
Ouvir de um nobre de coração e de alma que é Dom Bertrand, o reconhecimento da grandiosidade de Dona Joaquina aumenta em cada um de seus descendentes o orgulho e a força de mostrar que esta mulher tão injustiçada pelo tempo foi uma das construtoras do Brasil.
Dona Joaquina foi a frente de seu tempo, e seus atos devem ser admirados como virtudes heroicas de alguém que lutou por seu país!
O que se fala da grande matriarca são inverdades caluniosas daqueles que não tem autenticidade para lutar por suas ideias e convicções, e portanto não entendem o verdadeiro sentido desta autenticidade e perseverança dos atos que focam unicamente os princípios basilares da família e da moral.
Como pompeanos, é nosso dever resgatar e trabalhar a memória de nossos ancestrais que muito contribuíram para nossa formação cultural e identidade, enquanto membros de uma sociedade.

                                              FOTOS DO EVENTO


Chegada de Sua Alteza Imperial e Real o Príncipe Dom Bertrand de Orléans e Bragança

O prefeito Municipal de Pompéu, Joaquim Campos Reis e S.A.I e Real, Dom |Bertrand de Orleans e Bragança cortam a fita de inauguração do Centro Cultural "Dona Joaquina do Pompéu"

Hugo de Castro, Coordenador do Centro Cultural Dona Joaquina do Pompéu e Dom Bertrand

Dom Bertrand de Orléans e Bragança e Hugo de Castro

Dr. André Sopas de Melo Bandeira, Cônsul de Portugal em Minas Gerais, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Joaquim Campos Reis, Hugo de Castro e Dom Waldemar Chaves de Araújo, Bispo Emérito de São João del Rei/MG, na Chapelaria da sede administrativa do Centro Cultural, que leva o nome de Dom Pedro I

Dr. Ozório Couto, Dom Bertrand e Hugo de Castro

Dr. Gilmar Castelo Branco Oliveira, Hugo de Castro, Dom Bertrand, Yara Tupinambá, Deputada Luzia Ferreira e esposo

Dr. Roque Oliveira Camêllo doa obra de Olga Tukkof ao Centro Cultural

Momento da Benção

Banda da Polícia Militar de Bom Despacho/MG

Dra. Heloisa Marcondes Ferreira, neta do Min. Francisco Campos, recebe o título de Cidadã Honorária de Pompéu das mãos do presidente da Câmara José Romualdo

O Príncipe Imperial em seu pronunciamento

Pronunciamento de Hugo de Castro


sábado, 24 de setembro de 2011

RETORNO!

"Hugo de Castro"

Diletos amigos, caros leitores,

A partir desta semana reiniciarei as ponstagens neste simplório espaço.

Depois da grande celebração que foi a cerimônia de inauguração do Centro Cultural "Dona Joaquina do Pompéu" no dia de 20 de agosto, terei agora tempo para passar aos nobres amigos e interessados na cultura de Pompéu e sua gente um pouco de nossa História e nossos valores.

Conto a colaboração e divulgação!

Abraço fraterno!

Hugo de Castro

quarta-feira, 25 de maio de 2011

ENCONTRO DO CÍRCULO MONÁRQUICO NO DIA 13 DE MAIO DE 2011 – BELO HORIZONTE/NOVA LIMA – MG

Na último dia 13 de maio, data em que comemoramos a Abolição da Escravatura, o Circulo Monárquico de Belo Horizonte e o Círculo Monárquico Jovem de Minas Gerais se reuniram com júbilo para festejar este grande dia em honra a nossa Redentora, princesa Dona Isabel do Brasil, que, mesmo sabendo que aquele ato poderia significar a perda do trono como aconteceu no outro ano, não traiu seus ideias cristãos e deu ao Brasil a glória de extirpar de nosso solo a mancha da escravidão daquele dia em diante.

Pela manhã, na livraria Polastri, os monarquistas se reuniram para um descontraído chá onde trataram de vários assuntos ligados aos dias atuais e como os valores monárquicos poderiam ajudar neste cenário cada vez mais deturpado que nossa sociedade secularizada tem vivido e alimentado com uma fé voltada para o modismo e não para os verdadeiros valores cristãos.

Dr. Roque Camêllo durante conferência

Ao meio dia, iniciou a Conferência proferida com maestria por Dr. Roque Camêllo, do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, acompanhado de sua esposa a jornalista Merania de Oliveira. O tema da conferência foi “Princesa Isabel”. Homem de grande sabedoria e zelo para com a memória, Dr. Roque salientou as virtudes da família Imperial Brasileira e sua formação humanística tão profunda. Lembrou que, no Brasil, a Abolição foi algo que veio do coração do povo e citou uma frase interessante do embaixador americano que, ao ver a multidão aclamando a princesa e festejando o ato da Assinatura da Lei Áurea com flores de camélia falou: “enquanto em meu país aboliram a escravidão com guerra, aqui aboliram com flores de camélia...”(as flores de camélia se tornaram símbolo da luta pela abolição da escravatura, no Brasil).  

Após a conferência, foi servido o almoço de confraternização aos presentes, entre eles, Dr. Mário Guerra, Presidente do Círculo Monárquico de Belo Horizonte, Dr. Walter Taveira, do IHGARV acompanhado de sua esposa Dona Berta Birchal Wanderley Taveira e sua cunhada Dona Conceição Birchal Wanderley, Prof. Raimundo Nonato Fernandes do IHGMG, Profª. Regina Almeida também do IHGMG, Dr. Pedro Henrique Viana Neueuschwander Espeschit, Dr. Paulo Henrique Chaves, Dr. Hélio Viana, Dr. Gilberto Peixoto, Dona Marina Maria Lafayette Andrada Ibraim, Dona Lílian Chaves  e representando o Círculo Monárquico Jovem de Minas Gerais, Hugo de Castro, Diretor de Cultura do Círculo, Fabiana Gatti, Marcelino Guerra e sua esposa Cristiana Gatti Guerra.


Paulo Henrique Chaves, Lílian Chaves, Hugo de Castro e Dona Marina Maria Lafayette Andrada

A missa em intenção a Dona Isabel, foi também a primeira celebração em sufrágio à princesa Dona Maria Elizabete da Baviera, falecida naquela tarde na cidade do Rio de Janeiro. Mãe dos Príncipes Dom Luiz, Dom Bertrand, Dom Antônio, Dom Eudes de Orleans e Bragança e demais irmãos. A celebração aconteceu na capela Imperial Nossa Senhora Aparecida em Nova Lima, a convite do Missionário Raimundo Lopes, e foi celebrada por Pe. Domingos, quando, em sua homilia, salientou a importância daquela data em que a Redentora aboliu de vez a escravidão no Brasil. Após a celebração da Santa Missa aconteceu uma simples, mas calorosa recepção durante a qual  Raimundo Lopes executou algumas obras ao piano, dando ainda mais suavidade e paz ao encontro.



Imagens da celebração da Santa Missa – Dr. Mário Guerra, Srª. Marli Guerra e Dr. Walter Taveira.

Imagens da recepção na residência do Sr. Raimundo Lopes, após a missa. Dr. Mário Guerra, Dr. Roque Camêllo,  Pauline Armond, Senhora Merania de  Oliveira Camêllo e Guilherme Oliveira Andrade.


Dr. Walter Taveira e Hugo de Castro



Merania de Oliveira Camêllo e Profª. Regina Almeida.

Dona Conceição Birchal Wanderley, Berta Birchal Wanderley Taveira e Dr. Walter Taveira  
Raimundo Lopes, Dr. Mário Guerra e Hugo de Castro



quarta-feira, 18 de maio de 2011

NOTA DE FALECIMENTO DE SUA ALTEZA IMPERIAL E REAL, DONA MARIA DA BAVIERA



Dona Maria da Baviera, Imperatriz Mãe do Brasil


O Príncipe D. Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, profundamente consternado, comunica, em seu próprio nome, assim como em nome de seus irmãos, respectivos cônjuges, filhos e netos, bem como em nome de todos os demais familiares, o falecimento de sua muito querida mãe, sogra, avó e bisavó,

Sua Alteza Imperial e Real, Dona

Maria Elizabeth da Baviera de Orleans e Bragança,

Princesa da Baviera,
Dama de Honra da Real Ordem Bávara Elisabetana
e da Real Ordem Bávara Teresiana,

que, hoje, 13 de maio de 2011, no Rio de Janeiro, depois de uma vida longa e plenamente realizada, aos 96 anos de idade, confortada com os sacramentos da Santa Igreja e a bênção de Sua Santidade, Deus Nosso Senhor teve por bem chamar a Si.

A falecida era filha do Príncipe Francisco da Baviera e da Princesa Elizabeth de Croÿ, tendo nascido a 9 de setembro de 1914. Casou-se em 19 de agosto de 1937 com o Príncipe Pedro Henrique de Orleans e Bragança, falecido em 1981, primogênito do Príncipe Luiz de Orleans e Bragança e neto da Princesa Isabel, a Redentora, a quem sucedeu na Chefia da Casa Imperial do Brasil.

As exéquias serão realizadas na cidade de Vassouras – RJ, no dia 14 de maio. Velório, a partir das 10 horas, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição; Missa de corpo presente, na mesma Matriz, às 12 horas; e sepultamento no jazigo da Família, no Cemitério da Irmandade de Nossa Senhora da Conceição, às 14 horas.

As Missas de 7º Dia serão celebradas, no Rio de Janeiro na Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé - Rua 1º de Março, Centro, às 12 horas da quinta-feira, dia 19 de maio; e em São Paulo na Igreja Nossa Senhora do Brasil, no Jardim América, às 12:45 horas da sexta-feira, dia 20 de maio.

Dona Maria da Baviera: a Imperatriz de Direito do Brasil

Em momentos sérios, de crises de moral, onde a ética e a honestidade deram lugar a vulgaridade e a mesquinhez, não podemos nos esquecer de que temos estandartes vivos que prezam valores extremamente opostos àqueles que colocam em detrimento o real sentido da vida. Sua Alteza Imperial e Real, a Senhora Dona Maria Elisabeth Franziska Josepha Theresia von Wittelsbach und Croÿ-Solre, foi uma delas. Conhecida no meio social como Dona Maria da Baviera, para os monarquistas, a Imperatriz Mãe do Brasil, é uma prova viva de que os conceitos familiares, a Instituição Familiar, não caíram em desuso, e que a família realmente é a base de qualquer ser humano.







Membro de uma das Casas Reais mais respeitadas da Europa, Casa de Wittelsbach, Sua Alteza Imperial e Real, nascida em Munique a 9 de setembro de 1914, foi dignamente educada e cuidadosamente instruída a valorizar suas raízes, sendo especialista na pintura de pratos. Desde o casamento com S.A.I.R., o Senhor Dom Pedro Henrique, em 19 de agosto de 1937, dispo-se a dedicar sua vida a árdua tarefa de ser esposa de um possível reinante, Chefe de uma respeitada Casa Imperial, e ser um exemplo de mulher a ser seguida em seu país, por seu povo. Mãe de doze filhos, aos quais ensinou primorosamente, transpassou a todos sua fé, o espírito de caridade, além do amor desmedido pela Pátria Brasileira.





Sua Alteza Imperial e Real, residia da Cidade Maravilhosa, passava despercebida pela população cega, pelos incautos republicanos. Mas, Dona Maria da Baviera de fato reinou. Reinou com a marca de boa esposa, boa mãe, boa avó. Boa Imperatriz.



Os Brasileiros agradecem a Imperatriz Dona Maria do Brasil pela dedicação ao seu povo, súditos fiéis.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

UM OLHAR PARA O DIA 13 DE MAIO, COMEMORAÇÕES DA ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA!

Dona Isabel, Princesa Imperial Regente, a Redentora!
No último dia 13 de maio comemoramos o dia da Abolição da Escravatura no Brasil, que se deu graças a um gesto da Princesa Imperial Regente Dona Isabel, ao assinar a Lei Áurea(Lei Imperial nº 3.353) aos 13 de maio de 1888.
A importância destes cativos para a história do crescimento econômico do Brasil até hoje não é reconhecida como um dos grandes motivos para que o país se tornasse uma potência.
Estes homens e mulheres que trabalharam arduamente nas fazendas, tanto no período colonial como no imperial foram os principais responsáveis pelo aumento da riqueza em um Brasil que buscava reconhecimento como uma grande nação recém emancipada da metrópole Portuguesa.
A Lei Áurea foi precedida pela lei n.º 2.040 (Lei do Ventre Livre), de 28 de setembro de 1871, que libertou todas as crianças nascidas de pais escravos, e pela lei n.º 3.270 (Lei Saraiva-Cotejipe), de 28 de setembro de 1885, que regulava "a extinção gradual do elemento servil".
Fac-símile da Lei Áurea

A Princesa Imperial Dona Isabel assinou a lei, quando ocupava a terceira regência, estando seu pai o Imperador Dom Pedro II em viagem  ao exterior para tratar de saúde.
É interessante que uma das principais causas da queda da monárquia foi este importante passo dado naquele dia 13 de maio, momento histórico que o Brasil, ultima nação escravocrata se libertava da mancha da crueldade e da indiferença. A monarquia depois que os “grandes do Império”, inclusive forças ligadas ao Exercito tramaram o golpe contra o velho e respeitado Imperador que sempre foi contra a escravidão, não podendo nada fazer de forma autoritária, afinal o país era uma monarquia parlamentarista e estas grandes decisões eram tomadas pelos gabinetes que por defenderem os interesses da classe dominante escravocrata eram contra a liberdade destes cativos.
É importante ressaltar como lembra Dr. Roque Camêllo, do IHGMG(Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, que abolição do trabalho escravo no Brasil, se deu de forma pacífica ao contrários dos Estados Unidos da América que cairam em grande guerra. O próprio embaixador américano disse; “enquento em meu país aboliram a escravidão com guerra, aqui aboliram com flores de camélia”(uma referência àquela flor que se tornou simbolo da luta pela abolição da escravatura) no dia 13 de maio ao ver aquela festa espetacular e pessoas jogando flores de camélias onde passava a princesa.
Dom Pedro II, como mencionei acima era contrário ao trabalho escravo e foi ele o primeiro a saudar a filha através de um telegrama lacônico, mas ao mesmo tempo de grande profundidade de sentimentos auguriais pelo ato da filha: “Saúdo a Redentora!”. Redentora de que? Ora, quantas vezes na vida buscamos nos libertar das angústias e das amarras criadas até por nós mesmos? Dona Isabel ao assinar aquele Decreto redimiu um milhão de homens e mulheres do estado de humilhação e subserviencia impostas desde o tempo colonial.
Em reconhecimento ao ato de louvor da Princesa Isabel, o Santo Padre Leão XIII a presenteou com a Rosa de Ouro, mais alta condecoração dada por atos de extrema caridade e fé praticados pelos cristãos. Esta Rosa de Ouro foi ofertada pela princesa à imagem milagrosa de Nossa Senhora Aparecida. Sua Santidade Leão XIII, foi autor das grandes Encíclicas Sociais, dentre elas podemos ressaltar a Rerum Novarum(Das Coisas Novas) que tratou te temas como a condição dos operários, publicada em 1891.
                              
         Sua Santidade Leão XIII, Papa de 1878 a 1903    
           
         
            A Rosa de Ouro

Nossa Sociedade deve voltar os olhares para estes atos Históricos que nos faz ter orgulho de sermos brasileiros e termos tido uma família Imperial que trabalhou pelo progresso da nação enquanto reinou neste solo, preservando a tradição e a moral ética e cristã.
Os brasileiros deveriam ter mais orgulho de sua origem e de seu passado e não se esquivar de reconhecer os mais altos gestos de nobreza que a família Imperial praticou, dando ao Brasil uma base para ser esta nação que somos.



domingo, 15 de maio de 2011

AS PROCLAMAÇÕES DA INDEPENDÊNCIA DO CAP. JOAQUIM ANTÔNIO DE OLIVEIRA CAMPOS(FILHO DE DONA JOAQUINA E CAP. INÁCIO DE OLIVEIRA CAMPOS)

A recente e grande obra do renomado jornalista Laurentino Gomes acerca da História da Independência do Brasil - 1822 – mesmo tendo sido um marco na literatura atual de acessibilidade, omitiu personagens de grande importância no cenário nacional daquele início de século XIX, quando o então Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, se desmantelava depois do retorno de Dom João VI a Portugal, devido convocação das Côrtes de Lisboa.
Tornou-se crescente o ideal de liberdade de um povo colonizado a três séculos. Esta ideia de um território brasileiro como nação independente e soberana ganhou força com a permanência do Príncipe Herdeiro, o jovem Dom Pedro no Brasil, lugar onde crescera e muito amava.
Depois de grandes impasses foi proclamada nossa Independência no dia 7 de setembro de 1822, como todos sabemos. Mas o que poucos sabem foi o que se sucedeu para cristalizar este ideal de independência e de nação soberana. A partir daquele dia 7 de Setembro explodiram várias revoltas a favor da metrópole lusitana, dentre elas podemos citar a mais violenta que foi a do Jenipapo no Piauí. Mas isto é uma outra e longa história...
Relatos numerosos que chegam aos dias de hoje, nos mostram que as contribuições da matriarca do Pompéu com cerca de 500 escravos para fazerem parte das iminentes batalhas na Bahia e gado para alimentar várias outras tropas em combate, foram algumas das ajudas as quais o futuro imperador não se esqueceu. Transcreverei abaixo umas das “Proclamações do Cap. Joaquim Antônio de Oliveira Campos”(do qual também tenho a honra de descender em 5ª geração, pois devido a casamentos em família, a maioria dos descendentes do Casal Joaquina e Inácio, descendem de até 3 de seus filhos ao mesmo tempo).
Este documento é uma das maiores provas de patriotismo fervoroso pela causa da liberdade de nosso território e de seu futuro monarca, o Príncipe Pedro, que viria a ser conhecido como Pedro I, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil!  Eis a Proclamação(II):
“Proclamação Número II
Honrados companheiros d”Armas e briosos soldados: a justiça da causa afiança, previne, e de algum modo decide o seu vencimento; hun só momento de liberdade he muito mais apreciável do que três séculos de abjecta escravidão; as algemas estão quebradas; Pedro, o Grande as desfez, Elle sustentará com dignidade só própria d’ elle a Independência do Brasil. Elle pelas suas Virtudes Imperiais, Cívicas e Militares, será em todo o tempo, e em qualquer situação o Modelo, e Norma invariável da nossa conducta, da família Brasileira: eia briosos soldados, obedece lo he imita-lo.
Porém, resta ainda, Honrados Companheiros d’Armas e briosos Soldados resta ainda dar-vos uma ideia exacta dos meus sentimentos, resta ainda comunicar-vos em parte o zelo e o patriotismo que me acho animado; resta ainda assegurar-vos um penhor de que serei constante companheiro nos vossos trabalhos, nos vosso perigos , e na vossa glória. Por tanto contai com os meos bens ficando sempre salvo o vosso soldo: contai igualmente com os bens de Dona Joaquina Bernarda da Silva de Abreu Castelo Branco, minha Mãe; por quem estou authorizado a fazer-vos este puro oferecimento; accetai-o pois não como rasgo  de adesão pela Salvação da Pátria e pela defesa do Nosso Augusto Imperador; pois por tão claros e sagrados objetos dar voluntariamente os bens e arriscar gostosamente a vida he no meu conceito pequeno sacrifício .
Enfim, Honrados Companheiros d’ Armas e Briosos Soldados, sois brasileiros, a Causa he justa; isto nos basta.
Villa Pitanguy, 27 de janeiro de 1823.”

Dom Pedro I, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil

Este documento coloca Dona Joaquina e seu filho, o Cap. Joaquim Antônio de Oliveira Campos, como grandes heróis nacionais, pois naquela altura tal manifestação poderia servir como sentença de morte caso Portugal conseguisse reverter a situação, como ocorrera com Tiradentes alguns anos antes. Não existe na história do Brasil documentos semelhantes com tamanho ardor, visto que “tudo que sabemos, ou quase tudo nos veio por tradição”, como assevera Dr. Deusdedit Pinto Ribeiro de Campos, grande amigo, mestre, Historiador e Genealogista, do Instituto Histórico e Geográfico Mineiro. 
Dom Pedro em reconhecimento a este bravo ato heroico nomeou o Cap. Joaquim Antônio para compor a sua Imperial Guarda de Honra,  que havia sido criada por decreto de 1822, fato comunicado ao Cap. Joaquim Antônio pelo Visconde de Caetés, então presidente da Província de Minas Gerais por documento datado de 21 de Abril de 1824, que se encontra no Arquivo Público Mineiro.

Hugo de Castro/2011

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O RESPEITO AO SER HUMANO E A BUSCA PELA PAZ




Aos que virem esta nossa mensagem, Paz e Bem!
Nos últimos dias temos acompanhado através da mídia as agitações de alegria e contrariedade pelo dito assassinato do líder terrorista Osama Bin Laden.
Devido à formação Cristã que recebi, não vejo portanto, motivo algum para se regozijar pela morte de um ser humano, seja ele quem for, ou que crimes tenha ele cometido. O Direito a um julgamento não pode ser negado  a uma pessoa por um Estado, mesmo esta nação se achando no direito de vingar seus mortos.
Meu lema de vida – "Opus Iustitiae Pax”(a Paz é obra da Justiça) - traduz com simplicidade o que para alguns não passa de uma utopia, mas que na verdade está perto de ser alcançada por todos que lutam e buscam a paz. Enquanto pensarmos com mentes atrasadas que a vingança particular nos levará a algum lugar, não teremos a desejada paz. Sem uma justiça eficiente que limite os abusos da ordem econômica e relativista não podemos receber o dom excelso da paz em nosso meio.
As atitudes  contra o terrorismo são difíceis de delinear, mas não podemos festejar uma vida perdida, mesmo sendo esta a vida de alguém que lutou por um ideal radical e insano que tirou a vida de milhares de pessoas.
Devemos raciocinar e pedir sabedoria para alcançarmos a cada dia que passa a tão sonhada paz!



domingo, 1 de maio de 2011

JOÃO PAULO II, BEATO DA SANTA MADRE IGREJA ROMANA!


S.S. João Paulo II, em 1982



"TOTUS TUUS"

Brasão Pontifício de João Paulo II

Na manhã de hoje, a Igreja Católica incluiu em sua lista de Beatos o Santo Padre João Paulo II, falecido em 2005.
A cerimônia foi presidida pelo Sumo Pontífice Bento XVI, que com emoção depois do pedido do Cardeal-Vigário Geral de Roma, Mons. Valine, que proclamasse como Beato o Papa João Paulo II, oficializou a inclusão com as seguintes palavras: "Acolhendo o desejo do cardeal Agostino Vallini, nosso vigário geral para a diocese de Roma, de outros irmãos no episcopado e de muitos fiéis e após ter obtido o parecer da Congregação para a Causa dos Santos, com Nossa Autoridade Apostólica concedemos que o venerável servo de Deus João Paulo II, papa, de agora em diante seja chamado beato".

Mais de um milhão de pregrinos lotam a praça de São Pedro no Vaticano.

Estavam presentes, a maioria dos cardeais do Sacro Colégio, Arcebispos, Bispos, Sacerdotes, fieis leigos e consagrados, além de inúmeros reis, rainhas, príncipes, chefes de estado e delegações diplomáticas de toda a Orbi.
Entre os cardeais presentes ressaltamos a presença do Cardeal mineiro Dom Serafim Fernandes de Araújo, Arcebispo Emérito de Belo Horizonte, que foi elevado à dignidade cardinalícia pelo Papa João Paulo II.


Minutos antes do Início da Cebração, os Cardeais veneram o caixão contendo os restos mortais de João Paulo II. Entre eles, destacamos o Cardeal Mineiro, Dom Serafim Fernandes de Araújo, o primeiro na 3ª fileira.

Ao todo um milhão fieis chegaram a Roma, centro do Catolicismo, local onde está sepultado o Apóstolo Pedro, primeiro Papa de uma série de 265.
Ao proclamar Beato o Servo de Deus João Paulo II, o Santo Padre Bento XVI, dedicou a ele o dia 22 de outubro para ser venerado nos altares.
A freira francesa Marie Simon-Pierre, 50, que recebeu o milagre de João Paulo II, com a cura de um mal de Parkinson dois meses após o falecimento do papa, levou até o altar uma ampola contendo o sangue de João Paulo II, para ser exposto como relíquia como manda a liturgia das celebrações de beatificações e canonizações.
O Santo Padre Bento XVI disse que João Paulo II tinha "a força de um gigante" para inverter a tendência da sociedade, da cultura e dos sistemas político e econômicos de abandonar o cristianismo. "Ajudou os cristãos de todo o mundo a não ter medo de serem chamados de cristãos, de pertencer à Igreja, de falar do Evangelho", disse Bento II, que assumiu após a morte de Karol Wojtyla.
Momento que Bento XVI proclama João Paulo II, Beato da Igreja
Após a celebração a Basílica Vaticana foi aberta para que os fiéis venerassem o caixão que foi depositado em frente ao Altar da Confissão, que fica sobre a tumba de São Pedro até a manhã desta segunda, quando será transferido para a capela de São Sebastião, dentro da mesma Basílica Papal.


Após a proclamação um enorme retrato é descoberto na Sacada da Basílica Vaticana.

sábado, 30 de abril de 2011

Visita de Cortesia a Dona Inês Maria Neves


Eu e Dona Inês Maria Neves Faria

Na manhã do dia 21 de abril, fui recebido por Dona Inês Maria Neves Faria, no Solar dos Neves no centro Histórico de São João del Rei para uma visita de cortesia.

Dona Inês Maria é filha do ex-presidente Tancredo Neves e Dona Risoleta Tolentino Neves, é ainda mãe do Senador da República Aécio Neves da Cunha.

Durante a visita que durou cerca de meia hora conversamos sobre o importante papel de seu pai na política nacional e a atual atuação do filho. Aproveitei a oportunidade para entregar um ofício assinado por nosso prefeito municipal Joaquim Campos Reis e pelo secretário Municipal de Cultura, Paulo Maurílio, convidando o Sen. Aécio Neves para as festividades da inauguração do Centro Cultural Dona Joaquina do Pompéu.

Saudação em Nome do Círculo Monárquico Jovem e de Suas Altezas Imperiais e Reais os Príncipes Dom Luiz e Dom Bertrad, ao Senhor Bispo Diocesano de São João del Rei por ocasião da Páscoa




Pe. Geraldo, Dom Frei Célio Goulart, eu e Pe. Ramiro Gregório

Na manhã do dia 24 de abril, domingo de Páscoa, após a Solene Missa Pontifical saudei sua Excelência Reverendíssima o Senhor Bispo Dom Frei Célio Goulart, Bispo Diocesano de São João del Rei, por ocasião da Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, em nome de Suas Altezas Imperiais e Reais os Príncipes Dom Luiz de Orléans e Bragança e seu irmão Dom Bertrand de Orléans e Bragança, bisnetos da redentora Princesa Isabel.

Na oportunidade desejei que a luz do Cristo Ressucitado ilumine a unidade da Igreja e nossa clero, bispos e o Santo Padre, o Sumo Pontífice Bento XVI.

Semana Santa em São João del Rei - MG

Depois de um período de descanso e na cidade de São João del Rei, retorno às minhas atividades nesta simplória página.
A semana Santa em São João del Rei é sem sombra de duvidas uma das mais belas demonstrações de Fé e cultura, que podemos encontrar em Minas Gerias e no Brasil.
Com  300 anos de História, a Semana máxima da Fé Católica em São João del Rei, cidade famosa por sua arquitetura colonial, clássica e eclética, que juntas dão um ar de graça em suas ruas, e vielas é uma atração cultural sem precedentes.
As celebrações presididas pelo Exmo. Sr. Bispo Diocesano, Dom Frei Célio Goulart concelebrada por inúmeros padres da cidade e convidados de outras dioceses, tem um caráter ainda mais especial com a participação da bicentenária orquestra Ribeiro Bastos, regida por minha amiga Dona Stella Neves Vale, irmã do Eminentíssimo e saudoso Cardeal Dom Lucas Moreira Neves, sem falar é claro da população são-joanense e turistas que lotam as igrejas.
A Semana Santa é promovida desde o início pela Venerável Irmandade do Santíssimo Sacramento, com todo esplendor e piedade.
OFÍCIO DE TREVAS
Algo interessante são os Ofícios de Trevas, que são orações rezadas solenemente três dias que antecedem o Domingo da Páscoa. São orações, salmos, lamentações, leituras e responsórios, enfim os sentimentos que antecedem a paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A tradição do Ofício de Trevas é antiquíssima, pois desde o sec. VII celebra-se as exéquias de Nosso Senhor e no sec. VIII já se conhecia o ritual do apagar das luzes na liturgia franco-romana.  Desde o sec. XII o nome  “Ofício de Trevas” indicava as orações noturnas do ofício três dias antes do Domingo da Ressureição. É de “Trevas”, pois, no decorrer deste ofício apagava-se sucessivamente as 14 velas depois de respectivos salmos, em memória das trevas que cobriram a Terra depois da morte do Senhor, para este momento solene é usado um candelabro triangular com 15 velas.
A vela da ponta representa o Cristo, as outras onze os apóstolos e as três restantes as três Marias. Segundo vários autores medievais apagar sucessivamente as velas significa o abandono que o Cristo sofreu por seus seguidores, principalmente no horto.
Em São João del Rei, esta tradição permanece intocada. Em Portugal esta 15ª vela recebe o nome de galo, ou galo das trevas.
No final do ofício que é rezado em latim costuma-se fechar os livros com força e bater os pés no chão simbolizando o terremoto que sacudiu a Terra no momento da morte de Nosso Senhor.
Coroinhas da Catedral Basílica durante o canto do Ofício de Trevas, ao fundo o Sr. Bispo Diocesano Dom Frei Célio Goulart e o Vigario Paroquial Pe. Ramiro Gregório.

Orquestra Ribeiro Bastos executando o Ofício de Trevas



Interior da Catedral Basílica do Pilar, no final de uma das celebrações