domingo, 25 de novembro de 2012

PROJETO RONDON OU PROJETO ADONIAS?


Pompéu, como todos os lugarejos e cidades do mundo tem sua identidade própria e personagens que marcaram épocas por seus modos peculiares e as vezes engraçados ou até mesmo por dramas vividos por estas pessoas que ajudaram a construir nossa história com vários casos e causos.
Um bem curto e engraçado relaciona vários nomes curiosos e saudosos de nossa cidade como o grande Múcio do cartório, que foi uma figura interessante de nossa cidade. Típico pompeano, da família dos Álvares da Silva e Abreu e contagiava todos com sua alegria e suas tiradas que fazem parte de nosso anedotário. Outra figura que faz parte deste causo é amigo Adonias que a pouco tempo nos deixou neste mundo e partiu para a casa do Pai.
Adonias Rocha era filho de João Batista da Rocha e dona Dalva Maciel, irmão de Rondon e Lindalva, era outro personagem que nos remete a sentimentos de saudades. Sempre alegre e boêmio era conhecido por gostar de sair, conversar e é claro tomar uma boa bebida. Já Rondon sempre foi mais compenetrado, estudou Direito e exerceu funções na área e assumindo com o tempo o cartório de Ofício de Notas que fora do pai. Rondon foi vereador e prefeito de Pompéu. Ou seja, entre os irmãos que aparentemente tinham muito em comum o mesmo não podemos dizer de suas personalidades, cada um ao seu modo eram bem diferentes.
Conta o mestre José Gilberto de Carvalho(Zé do Eli), que certa feita chegaram a Pompéu alguns jovens estudantes de medicina do projeto Rondon*, que logo se interagiram com o receptivo e acolhedor povo pompeano, fazendo festas e indo para bares todos os dias da semana.
Mas um dia a bagunça no bar Balaio estava fora do normal e Múcio passando perguntou quem eram os arruaceiros, no que teve a rápida resposta: “seu Múcio, são os estudantes de medicina do projeto Rondon!” Múcio foi rápido também para rebater a resposta: “Projeto Rondon??? Isto está mais para projeto Adonias!” 

Um abraço aos familiares de Múcio, Adonias e Rondon!

SOLENIDADE DE CRISTO REI E SUA ORIGEM



 CRISTO REI DO UNIVERSO

Sua Santidade, o Papa Pio XI


Cristo Rei do Universo! Esta frase deve ser entoada por toda a cristandade  para efeito de glorificarmos Aquele que deu Sua vida para nos salvar, e nos salvando da morte com Sua morte ressuscitou para nos mostrar Sua glória e esplendor!
A solenidade do Cristo Rei foi instituída por Sua Santidade o Sumo Pontífice Pio XI em 1925, numa época em que a laicidade, o relativismo e o anticlericalismo estavam arraigados no ocidente.

Em especial no México que depois da Constituição de 1917 retirava vários favores da igreja católica fazendo certas restrições que invadiam o campo da liberdade religiosa em uma sociedade tradicionalmente católica e com fortes raízes no Marianismo por ser uma nação de origem espanhola.

Cinco dos artigos da constituição mexicana de 1917 visavam especialmente reduzir a influência da Igreja Católica na sociedade mexicana. O artigo 3º exigia uma educação laica nas escolas. O artigo 5º ilegalizava as ordens monásticas. O artigo 24º proibia o culto em público fora das igrejas, enquanto que o artigo 27º restringia os direitos de propriedade das organizações religiosas. Finalmente, o artigo 130º retirava aos membros do clero direitos cívicos básicos: padres e lideres religiosos estavam proibidos de usar os seus hábitos, não tinham direito de voto e estavam proibidos de comentar assuntos da vida pública na imprensa.

Em 1926 iniciaram as primeiras revoltas depois que o presidente Plutarco Calles iniciou a aplicação destas leis com todo rigor. Este conflito conhecido como Guerra dos Cristeros se estendeu até 1929 e vários padres, freiras, seminaristas e fieis foram executados com toda crueldade que se possa imaginar.

Dentro deste contexto Sua Santidade Pio XI instituiu a solenidade do Cristo Rei no último domingo de outubro, mas com a reforma do Concilio Vaticano II esta festa passou para o último domingo do ano litúrgico, ou seja, o domingo que antecede o primeiro domingo do Advento do Natal.

A finalidade politico-religiosa da festa do Cristo Rei tem por finalidade demonstrar o senhorio e a primazia de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre toda a humanidade, muito acima das situações de ateísmo e falta de religião que se encontra nossa sociedade. A falta de Deus nos lares e nas famílias são alarmes para que sejamos cada vez mais propagadores do Evangelho e sua benesses.
Um importante passo para o caminho da paz e para sermos seguidores do reino de Cristo é o ecumenismo. Aceitar o irmão com suas diferenças, sem atitudes preconceituosas é um passo a caminho da busca da tão sonhada paz, a paz do reino de Cristo!




terça-feira, 20 de novembro de 2012

O BELO E FAMOSO "DISCURSO DA LUA" DE JOÃO XXIII





Hugo de Castro






(Link do Youtube - Discurso da Lua, PapaJoão XXIII)

Queridos amigos leitores deste blog, aos quais dirijo minhas palavras nestes dias que a paz e luz nos iluminou de forma divina pelo caráter espiritual e ao mesmo tempo profana pela força vital.
Recebi esta semana um belo vídeo que mostra o famoso “Discurso da Lua”, pronunciado pelo Beato Papa João XXIII na  noite de 11 de Outubro de 1962, após a sessão de abertura do concílio Vaticano II quando uma multidão de fiéis acorreu espontaneamente à Praça de São Pedro com velas e em oração. Informado pelo seu secretário, Mons. Capovilla, João XXIII aproximou-se à janela, e emocionado, falou de improviso. O caráter coloquial e absolutamente inesperado da sua saudação, granjeou-lhe o título de “Discurso da Lua”, devido à referência que o mesmo fez no início do diálogo sob uma belíssima lua cheia que iluminava a multidão.
O embaraço provocado pelo conteúdo e forma das suas palavras ficou espelhado na transcrição das mesmas, que não corresponde ao original. A versão que apresento procura reproduzir a originalidade do acontecimento, o carácter coloquial e o estilo paternal do papa Roncalli. As gravações que existem são parciais e apenas a união das partes permitiu esta aproximação.
Procurei postar este texto e o vídeo anexo devido a emoção que senti ao ouvir e depois ler estas belas palavras, ditas do fundo da alma e que podem ser ouvidas até os dias atuais em momentos que nossa alma necessita de um carinho e um consolo de paternal. Enfim, a todo ser, que diante das dificuldades consegue sobressair e vislumbrar a face divina nas belezas do universo.
Tradução de Pablo Lima e Tiago Freitas.
Caros filhinhos, ouço as vossas vozes. A minha é apenas uma, mas condensa a voz do mundo inteiro. Todo o mundo está aqui representado.
Parece que até a lua antecipou-se esta noite – observai-a no alto – para contemplar este espetáculo. É que encerramos uma grande jornada de paz. Sim, de paz: Glória a Deus e paz aos homens de boa vontade.
A minha pessoa não conta para nada, quem vos fala é um irmão, que se tornou pai por vontade de Nosso Senhor, mas tudo junto – paternidade e fraternidade – é graça de Deus, tudo, tudo.
Continuemos, pois, a amar-nos, a querer-nos bem, a querer-nos bem; olhando-nos mutuamente no encontro, recolhendo aquilo que nos une, deixando de lado qualquer coisa que nos possa criar dificuldade: nada. Fratres sumus .
Esta manhã aconteceu um espetáculo que nem a basílica de São Pedro, que tem quatro séculos de história, alguma vez pôde contemplar.
Honremos as impressões desta noite. Que os nossos sentimentos permaneçam sempre como agora os manifestamos diante do Céu e da terra. Fé, esperança, caridade, amor de Deus, amor de irmãos. E assim, todos juntos, mutuamente apoiados, na santa paz do Senhor, nas obras do bem.

Quando regressardes a casa, encontrareis os vossos meninos. Fazei uma carícia às vossas crianças e dizei: «esta é a carícia do Papa». Encontrareis algumas lágrimas por enxugar, fazei alguma coisa… dizei uma boa palavra: «o Papa está conosco, especialmente nas horas de tristeza e de amargura».
E assim, todos juntos, animemo-nos, cantando, suspirando, chorando mas sempre, sempre cheios de confiança em Cristo que nos ajuda e nos escuta, para avançarmos e retornarmos o nosso caminho.
E, agora, tende a gentileza de atender à bênção que vos dou e também a boa-noite que me permito desejar-vos.

                                      
A multidão na praça durante o discurso (Luce)

TEXTO ORIGINAL:
Cari figlioli, sento le vostre voci. La mia è una voce sola, ma riassume la voce del mondo intero. Qui tutto il mondo è rappresentato. Si direbbe che persino la Luna si è affrettata stasera, osservatela in alto, a guardare a questo spettacolo. E é che noi chiudiamo una grande giornata de pace. Sì, di pace: Gloria a Dio, e pace agli uomini di buona volontà.
La mia persona conta niente, è un fratello che parla a voi, diventato padre per la volontà di Nostro Signore, ma tutto insieme, paternità e fraternità, è grazia di Dio, tutto, tutto.
Continuiamo dunque a volerci bene, a volerci bene così, a volerci bene così guardandoci così nell’incontro, cogliere quello che ci unisce, lasciar da parte quello che se c’è, qualche cosa che ci può tener un pò in difficoltà, niente. 
Fratres sumus.
Stamattina è stato un spettacolo che neppure la basilica di san Pietro che ha quattro secoli di storia non ha mai potuto contemplare. Facciamo onore alle impressioni di questa sera. E siano sempre i nostri sentimenti come ora li esprimiamo davanti al Cielo, e davanti alla Terra. Fede, Speranza, Carità, Amore di Dio, Amore di Fratelli. E poi tutti insieme, aiutati così, nella santa pace del Signore, alle opere del Bene.
Tornando a casa, troverete i bambini. Date una carezza ai vostri bambini e dite: “questa è la carezza del Papa”. Troverete qualche lacrime da asciugare, fate qualche… dite una parola buona: “il Papa è con noi, specialmente nelle ore della tristezza e dell’amarezza”. E poi tutti insieme ci animiamo, cantando, sospirando, piangendo ma sempre, sempre pieni di fiducia nel Cristo che ci aiuta e che ci ascolta, continuare e riprendere il nostro cammino. Così dunque vogliate attendere alla benedizione che vi dò e anche alla buona notte che mi permetto di augurarvi.




sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Mensagem de Sua Santidade Bento XVI ao jovens do mundo por ocasião da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro no próximo ano de 2013



Queridos jovens,

Desejo fazer chegar a todos vós minha saudação cheia de alegria e afeto. Tenho a certeza que muitos de vós regressastes a casa da Jornada Mundial da Juventude em Madrid mais «enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé» (cf. Col 2,7). Este ano, inspirados pelo tema: «Alegrai-vos sempre no Senhor» (Fil 4,4) celebramos a alegria de ser cristãos nas várias Dioceses. E agora estamo-nos preparando para a próxima Jornada Mundial, que será celebrada no Rio de Janeiro, Brasil, em julho de 2013.

Desejo, em primeiro lugar, renovar a vós o convite para participardes nesse importante evento. A conhecida estátua do Cristo Redentor, que se eleva sobre àquela bela cidade brasileira, será o símbolo eloquente deste convite: seus braços abertos são o sinal da acolhida que o Senhor reservará a todos quantos vierem até Ele, e o seu coração retrata o imenso amor que Ele tem por cada um e cada uma de vós. Deixai-vos atrair por Ele! Vivei essa experiência de encontro com Cristo, junto com tantos outros jovens que se reunirão no Rio para o próximo encontro mundial! Deixai-vos amar por Ele e sereis as testemunhas de que o mundo precisa.

Convido a vos preparardes para a Jornada Mundial do Rio de Janeiro, meditando desde já sobre o tema do encontro: «Ide e fazei discípulos entre as nações» (cf. Mt 28,19). Trata-se da grande exortação missionária que Cristo deixou para toda a Igreja e que permanece atual ainda hoje, dois mil anos depois. Agora este mandato deve ressoar fortemente em vosso coração. O ano de preparação para o encontro do Rio coincide com o Ano da fé, no início do qual o Sínodo dos Bispos dedicou os seus trabalhos à «nova evangelização para a transmissão da fé cristã». Por isso me alegro que também vós, queridos jovens, sejais envolvidos neste impulso missionário de toda a Igreja: fazer conhecer Cristo é o dom mais precioso que podeis fazer aos outros.

1. Uma chamada urgente

A história mostra-nos muitos jovens que, através do dom generoso de si mesmos, contribuíram grandemente para o Reino de Deus e para o desenvolvimento deste mundo, anunciando o Evangelho. Com grande entusiasmo, levaram a Boa Nova do Amor de Deus manifestado em Cristo, com meios e possibilidades muito inferiores àqueles de que dispomos hoje em dia. Penso, por exemplo, no Beato José de Anchieta, jovem jesuíta espanhol do século XVI, que partiu em missão para o Brasil quando tinha menos de vinte anos e se tornou um grande apóstolo do Novo Mundo. Mas penso também em tantos de vós que se dedicam generosamente à missão da Igreja: disto mesmo tive um testemunho surpreendente na Jornada Mundial de Madri, em particular na reunião com os voluntários.
Hoje, não poucos jovens duvidam profundamente que a vida seja um bem, e não veem com clareza o próprio caminho. De um modo geral, diante das dificuldades do mundo contemporâneo, muitos se perguntam: E eu, que posso fazer? A luz da fé ilumina esta escuridão, nos fazendo compreender que toda existência tem um valor inestimável, porque é fruto do amor de Deus. Ele ama mesmo quem se distanciou ou esqueceu d’Ele: tem paciência e espera; mais que isso, deu o seu Filho, morto e ressuscitado, para nos libertar radicalmente do mal. E Cristo enviou os seus discípulos para levar a todos os povos este alegre anúncio de salvação e de vida nova.

A Igreja, para continuar esta missão de evangelização, conta também convosco. Queridos jovens, vós sois os primeiros missionários no meio dos jovens da vossa idade! No final do Concílio Ecumênico Vaticano II, cujo cinquentenário celebramos neste ano, o Servo de Deus Paulo VI entregou aos jovens e às jovens do mundo inteiro uma Mensagem que começava com estas palavras: «É a vós, rapazes e moças de todo o mundo, que o Concílio quer dirigir a sua última mensagem, pois sereis vós a recolher o facho das mãos dos vossos antepassados e a viver no mundo no momento das mais gigantescas transformações da sua história, sois vós quem, recolhendo o melhor do exemplo e do ensinamento dos vossos pais e mestres, ides constituir a sociedade de amanhã: salvar-vos-eis ou perecereis com ela». E concluía com um apelo: «Construí com entusiasmo um mundo melhor que o dos vossos antepassados!» (Mensagem aos jovens, 8 de dezembro de 1965).

Queridos amigos, este convite é extremamente atual. Estamos passando por um período histórico muito particular: o progresso técnico nos deu oportunidades inéditas de interação entre os homens e entre os povos, mas a globalização destas relações só será positiva e fará crescer o mundo em humanidade se estiver fundada não sobre o materialismo mas sobre o amor, a única realidade capaz de encher o coração de cada um e unir as pessoas. Deus é amor. O homem que esquece Deus fica sem esperança e se torna incapaz de amar seu semelhante. Por isso é urgente testemunhar a presença de Deus para que todos possam experimentá-la: está em jogo a salvação da humanidade, a salvação de cada um de nós. Qualquer pessoa que entenda essa necessidade, não poderá deixar de exclamar com São Paulo: «Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho» (1 Cor 9,16).

2. Tornai-vos discípulos de Cristo

Esta chamada missionária vos é dirigida também por outro motivo: é necessário para o nosso caminho de fé pessoal. O Beato João Paulo II escrevia: «É dando a fé que ela se fortalece» (EncíclicaRedemptoris missio, 2). Ao anunciar o Evangelho, vós mesmos cresceis em um enraizamento cada vez mais profundo em Cristo, vos tornais cristãos maduros. O compromisso missionário é uma dimensão essencial da fé: não se crê verdadeiramente, se não se evangeliza. E o anúncio do Evangelho não pode ser senão consequência da alegria de ter encontrado Cristo e ter descoberto n’Ele a rocha sobre a qual construir a própria existência. Comprometendo-vos no serviço aos demais e no anúncio do Evangelho, a vossa vida, muitas vezes fragmentada entre tantas atividades diversas, encontrará no Senhor a sua unidade; construir-vos-eis também a vós mesmos; crescereis e amadurecereis em humanidade.

Mas, que significa ser missionário? Significa acima de tudo ser discípulo de Cristo e ouvir sem cessar o convite a segui-Lo, o convite a fixar o olhar n’Ele: «Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração» (Mt 11,29). O discípulo, de fato, é uma pessoa que se põe à escuta da Palavra de Jesus (cf. Lc 10,39), a quem reconhece como o Mestre que nos amou até o dom de sua vida. Trata-se, portanto, de cada um de vós deixar-se plasmar diariamente pela Palavra de Deus: ela vos transformará em amigos do Senhor Jesus, capazes de fazer outros jovens entrar nesta mesma amizade com Ele.

Aconselho-vos a guardar na memória os dons recebidos de Deus, para poder transmiti-los ao vosso redor. Aprendei a reler a vossa história pessoal, tomai consciência também do maravilhoso legado recebido das gerações que vos precederam: tantos cristãos nos transmitiram a fé com coragem, enfrentando obstáculos e incompreensões. Não o esqueçamos jamais! Fazemos parte de uma longa cadeia de homens e mulheres que nos transmitiram a verdade da fé e contam conosco para que outros a recebam. Ser missionário pressupõe o conhecimento deste patrimônio recebido que é a fé da Igreja: é necessário conhecer aquilo em que se crê, para podê-lo anunciar. Como escrevi na introdução do YouCat, o Catecismo para jovens que vos entreguei no Encontro Mundial de Madri, «tendes de conhecer a vossa fé como um especialista em informática domina o sistema operacional de um computador. Tendes de compreendê-la como um bom músico entende uma partitura. Sim, tendes de estar enraizados na fé ainda mais profundamente que a geração dos vossos pais, para enfrentar os desafios e as tentações deste tempo com força e determinação» (Prefácio).

3. Ide!

Jesus enviou os seus discípulos em missão com este mandato: «Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo» (Mc 16,15-16). Evangelizar significa levar aos outros a Boa Nova da salvação, e esta Boa Nova é uma pessoa: Jesus Cristo. Quando O encontro, quando descubro até que ponto sou amado por Deus e salvo por Ele, nasce em mim não apenas o desejo, mas a necessidade de fazê-lo conhecido pelos demais. No início do Evangelho de João, vemos como André, depois de ter encontrado Jesus, se apressa em conduzir a Ele seu irmão Simão (cf. 1,40-42). A evangelização sempre parte do encontro com o Senhor Jesus: quem se aproximou d’Ele e experimentou o seu amor, quer logo partilhar a beleza desse encontro e a alegria que nasce dessa amizade. Quanto mais conhecemos a Cristo, tanto mais queremos anunciá-lo. Quanto mais falamos com Ele, tanto mais queremos falar d’Ele. Quanto mais somos conquistados por Ele, tanto mais desejamos levar outras pessoas para Ele.
Pelo Batismo, que nos gera para a vida nova, o Espírito Santo vem habitar em nós e inflama a nossa mente e o nosso coração: é Ele que nos guia para conhecer a Deus e entrar em uma amizade sempre mais profunda com Cristo. É o Espírito que nos impulsiona a fazer o bem, servindo os outros com o dom de nós mesmos. Depois, através do sacramento da Confirmação, somos fortalecidos pelos seus dons, para testemunhar de modo sempre mais maduro o Evangelho. Assim, o Espírito de amor é a alma da missão: Ele nos impele a sair de nós mesmos para «ir» e evangelizar. Queridos jovens, deixai-vos conduzir pela força do amor de Deus, deixai que este amor vença a tendência de fechar-se no próprio mundo, nos próprios problemas, nos próprios hábitos; tende a coragem de «sair» de vós mesmos para «ir» ao encontro dos outros e guiá-los ao encontro de Deus.

4. Alcançai todos os povos

Cristo ressuscitado enviou os seus discípulos para dar testemunho de sua presença salvífica a todos os povos, porque Deus, no seu amor superabundante, quer que todos sejam salvos e ninguém se perca. Com o sacrifício de amor na Cruz, Jesus abriu o caminho para que todo homem e toda mulher possa conhecer a Deus e entrar em comunhão de amor com Ele. E constituiu uma comunidade de discípulos para levar o anúncio salvífico do Evangelho até os confins da terra, a fim de alcançar os homens e as mulheres de todos os lugares e de todos os tempos. Façamos nosso esse desejo de Deus!
Queridos amigos, estendei o olhar e vede ao vosso redor: tantos jovens perderam o sentido da sua existência. Ide! Cristo precisa de também de vós. Deixai-vos envolver pelo seu amor, sede instrumentos desse amor imenso, para que alcance a todos, especialmente aos «afastados». Alguns encontram-se geograficamente distantes, enquanto outros estão longe porque a sua cultura não dá espaço para Deus; alguns ainda não acolheram o Evangelho pessoalmente, enquanto outros, apesar de o terem recebido, vivem como se Deus não existisse. A todos abramos a porta do nosso coração; procuremos entrar em diálogo com simplicidade e respeito: este diálogo, se vivido com uma amizade verdadeira, dará seus frutos. Os «povos», aos quais somos enviados, não são apenas os outros Países do mundo, mas também os diversos âmbitos de vida: as famílias, os bairros, os ambientes de estudo ou de trabalho, os grupos de amigos e os locais de lazer. O jubiloso anúncio do Evangelho se destina a todos os âmbitos da nossa vida, sem exceção.
Gostaria de destacar dois campos, nos quais deve fazer-se ainda mais solícito o vosso empenho missionário. O primeiro é o das comunicações sociais, em particular o mundo da internet. Como tive já oportunidade de dizer-vos, queridos jovens, «senti-vos comprometidos a introduzir na cultura deste novo ambiente comunicador e informativo os valores sobre os quais assenta a vossa vida! [...] A vós, jovens, que vos encontrais quase espontaneamente em sintonia com estes novos meios de comunicação, compete de modo particular a tarefa da evangelização deste "continente digital"» (Mensagem para o XLIII Dia Mundial das Comunicações Sociais, 24 de maio de 2009). Aprendei, portanto, a usar com sabedoria este meio, levando em conta também os perigos que ele traz consigo, particularmente o risco da dependência, de confundir o mundo real com o virtual, de substituir o encontro e o diálogo direto com as pessoas por contatos na rede.
O segundo campo é o da mobilidade. Hoje são sempre mais numerosos os jovens que viajam, seja por motivos de estudo ou de trabalho, seja por diversão. Mas penso também em todos os movimentos migratórios, que levam milhões de pessoas, frequentemente jovens, a se transferir e mudar de Região ou País, por razões econômicas ou sociais. Também estes fenômenos podem se tornar ocasiões providenciais para a difusão do Evangelho. Queridos jovens, não tenhais medo de testemunhar a vossa fé também nesses contextos: para aqueles com quem vos deparareis, é um dom precioso a comunicação da alegria do encontro com Cristo.

5. Fazei discípulos!

Penso que já várias vezes experimentastes a dificuldade de envolver os jovens da vossa idade na experiência da fé. Frequentemente tereis constatado que em muitos deles, especialmente em certas fases do caminho da vida, existe o desejo de conhecer a Cristo e viver os valores do Evangelho, mas tal desejo é acompanhado pela sensação de ser inadequados e incapazes. Que fazer? Em primeiro lugar, a vossa solicitude e a simplicidade do vosso testemunho serão um canal através do qual Deus poderá tocar seu coração. O anúncio de Cristo não passa somente através das palavras, mas deve envolver toda a vida e traduzir-se em gestos de amor. A ação de evangelizar nasce do amor que Cristo infundiu em nós; por isso, o nosso amor deve conformar-se sempre mais ao d’Ele. Como o bom Samaritano, devemos manter-nos solidários com quem encontramos, sabendo escutar, compreender e ajudar, para conduzir, quem procura a verdade e o sentido da vida, à casa de Deus que é a Igreja, onde há esperança e salvação (cf. Lc 10,29-37). Queridos amigos, nunca esqueçais que o primeiro ato de amor que podeis fazer ao próximo é partilhar a fonte da nossa esperança: quem não dá Deus, dá muito pouco. Aos seus apóstolos, Jesus ordena: «Fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei» (Mt 28,19-20). Os meios que temos para «fazer discípulos» são principalmente o Batismo e a catequese. Isto significa que devemos conduzir as pessoas que estamos evangelizando ao encontro com Cristo vivo, particularmente na sua Palavra e nos Sacramentos: assim poderão crer n’Ele, conhecerão a Deus e viverão da sua graça. Gostaria que cada um de vós se perguntasse: Alguma vez tive a coragem de propor o Batismo a jovens que ainda não o receberam? Convidei alguém a seguir um caminho de descoberta da fé cristã? Queridos amigos, não tenhais medo de propor aos jovens da vossa idade o encontro com Cristo. Invocai o Espírito Santo: Ele vos guiará para entrardes sempre mais no conhecimento e no amor de Cristo, e vos tornará criativos na transmissão do Evangelho.

6. Firmes na fé

Diante das dificuldades na missão de evangelizar, às vezes sereis tentados a dizer como o profeta Jeremias: «Ah! Senhor Deus, eu não sei falar, sou muito novo». Mas, também a vós, Deus responde: «Não digas que és muito novo; a todos a quem eu te enviar, irás» (Jr 1,6-7). Quando vos sentirdes inadequados, incapazes e frágeis para anunciar e testemunhar a fé, não tenhais medo. A evangelização não é uma iniciativa nossa nem depende primariamente dos nossos talentos, mas é uma resposta confiante e obediente à chamada de Deus, e portanto não se baseia sobre a nossa força, mas na d’Ele. Isso mesmo experimentou o apóstolo Paulo: «Trazemos esse tesouro em vasos de barro, para que todos reconheçam que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós» (2 Cor 4,7).
Por isso convido-vos a enraizar-vos na oração e nos sacramentos. A evangelização autêntica nasce sempre da oração e é sustentada por esta: para poder falar de Deus, devemos primeiro falar com Deus. E, na oração, confiamos ao Senhor as pessoas às quais somos enviados, suplicando-Lhe que toque o seu coração; pedimos ao Espírito Santo que nos torne seus instrumentos para a salvação dessas pessoas; pedimos a Cristo que coloque as palavras nos nossos lábios e faça de nós sinais do seu amor. E, de modo mais geral, rezamos pela missão de toda a Igreja, de acordo com a ordem explícita de Jesus: «Pedi, pois, ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!» (Mt 9,38). Sabei encontrar na Eucaristia a fonte da vossa vida de fé e do vosso testemunho cristão, participando com fidelidade na Missa ao domingo e sempre que possível também durante a semana. Recorrei frequentemente ao sacramento da Reconciliação: é um encontro precioso com a misericórdia de Deus que nos acolhe, perdoa e renova os nossos corações na caridade. E, se ainda não o recebestes, não hesiteis em receber o sacramento da Confirmação ou Crisma preparando-vos com cuidado e solicitude. Junto com a Eucaristia, esse é o sacramento da missão, porque nos dá a força e o amor do Espírito Santo para professar sem medo a fé. Encorajo-vos ainda à prática da adoração eucarística: permanecer à escuta e em diálogo com Jesus presente no Santíssimo Sacramento, torna-se ponto de partida para um renovado impulso missionário.
Se seguirdes este caminho, o próprio Cristo vos dará a capacidade de ser plenamente fiéis à sua Palavra e de testemunhá-Lo com lealdade e coragem. Algumas vezes sereis chamados a dar provas de perseverança, particularmente quando a Palavra de Deus suscitar reservas ou oposições. Em certas regiões do mundo, alguns de vós sofrem por não poder testemunhar publicamente a fé em Cristo, por falta de liberdade religiosa. E há quem já tenha pagado com a vida o preço da própria pertença à Igreja. Encorajo-vos a permanecer firmes na fé, certos de que Cristo está ao vosso lado em todas as provas. Ele vos repete: «Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus» (Mt 5,11-12).

7. Com toda a Igreja

Queridos jovens, para permanecer firmes na confissão da fé cristã nos vários lugares onde sois enviados, precisais da Igreja. Ninguém pode ser testemunha do Evangelho sozinho. Jesus enviou em missão os seus discípulos juntos: o mandato «fazei discípulos» é formulado no plural. Assim, é sempre como membros da comunidade cristã que prestamos o nosso testemunho, e a nossa missão torna-se fecunda pela comunhão que vivemos na Igreja: seremos reconhecidos como discípulos de Cristo pela unidade e o amor que tivermos uns com os outros (cf. Jo 13,35). Agradeço ao Senhor pela preciosa obra de evangelização que realizam as nossas comunidades cristãs, as nossas paróquias, os nossos movimentos eclesiais. Os frutos desta evangelização pertencem a toda a Igreja: «um é o que semeia e outro o que colhe», dizia Jesus (Jo 4,37).
A propósito, não posso deixar de dar graças pelo grande dom dos missionários, que dedicam toda a sua vida ao anúncio do Evangelho até os confins da terra. Do mesmo modo bendigo o Senhor pelos sacerdotes e os consagrados, que ofertam inteiramente as suas vidas para que Jesus Cristo seja anunciado e amado. Desejo aqui encorajar os jovens chamados por Deus a alguma dessas vocações, para que se comprometam com entusiasmo: «Há mais alegria em dar do que em receber!» (At 20,35). Àqueles que deixam tudo para segui-Lo, Jesus prometeu o cêntuplo e a vida eterna (cf. Mt 19,29).
Dou graças também por todos os fiéis leigos que se empenham por viver o seu dia-a-dia como missão, nos diversos lugares onde se encontram, tanto em família como no trabalho, para que Cristo seja amado e cresça o Reino de Deus. Penso particularmente em quantos atuam no campo da educação, da saúde, do mundo empresarial, da política e da economia, e em tantos outros âmbitos do apostolado dos leigos. Cristo precisa do vosso empenho e do vosso testemunho. Que nada – nem as dificuldades, nem as incompreensões – vos faça renunciar a levar o Evangelho de Cristo aos lugares onde vos encontrais: cada um de vós é precioso no grande mosaico da evangelização!

8. «Aqui estou, Senhor!»

Em suma, queridos jovens, queria vos convidar a escutar no íntimo de vós mesmos a chamada de Jesus para anunciar o seu Evangelho. Como mostra a grande estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, o seu coração está aberto para amar a todos sem distinção, e seus braços estendidos para alcançar a cada um. Sede vós o coração e os braços de Jesus. Ide testemunhar o seu amor, sede os novos missionários animados pelo seu amor e acolhimento. Segui o exemplo dos grandes missionários da Igreja, como São Francisco Xavier e muitos outros.
No final da Jornada Mundial da Juventude em Madrid, dei a bênção a alguns jovens de diferentes continentes que partiam em missão. Representavam a multidão de jovens que, fazendo eco às palavras do profeta Isaías, diziam ao Senhor: «Aqui estou! Envia-me» (Is 6,8). A Igreja tem confiança em vós e vos está profundamente grata pela alegria e o dinamismo que trazeis: usai os vossos talentos generosamente ao serviço do anúncio do Evangelho. Sabemos que o Espírito Santo se dá a quantos, com humildade de coração, se tornam disponíveis para tal anúncio. E não tenhais medo! Jesus, Salvador do mundo, está conosco todos os dias, até o fim dos tempos (cf. Mt 28,20).
Dirigido aos jovens de toda a terra, este apelo assume uma importância particular para vós, queridos jovens da América Latina. De fato, na V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, realizada em Aparecida, no ano de 2007, os bispos lançaram uma «missão continental». E os jovens, que constituem a maioria da população naquele continente, representam uma força importante e preciosa para a Igreja e para a sociedade. Por isso sede vós os primeiros missionários. Agora que a Jornada Mundial da Juventude retorna à América Latina, exorto todos os jovens do continente: transmiti aos vossos coetâneos do mundo inteiro o entusiasmo da vossa fé.

A Virgem Maria, Estrela da Nova Evangelização, também invocada sob os títulos de Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora de Guadalupe, acompanhe cada um de vós em vossa missão de testemunhas do amor de Deus. A todos, com especial carinho, concedo a minha Bênção Apostólica.

Vaticano, 18 de outubro de 2012.

BENEDICTUS PP. XVI

Uma História que poucos conhecem: A verdadeira causa da proclamação da república Brasileira




A família Imperial do Brasil, no Palácio do Grão-Pará(Otto Hesse)

Era madrugada do dia 15 de novembro de 1889, e em sua cama com uma febre ardente encontrava-se um marechal até então estimado pelos seus serviços ao Império do Brasil. Mas isso viria a mudar quando este homem por motivos particulares muda drasticamente a história e futuro do Brasil. Seu nome: Marechal Manuel Deodoro da Fonseca.

   Cons.   Gaspar da Silveira Martins
                                                             Mal. Deodoro da Fonseca

Ouvi este relato de minha amiga Marina Maria Lafayette  Andrada Ibrahyn, trineta do patriarca da Independência José Bonifácio de Andrada e Silva, neta do Conselheiro Lafayette  e sobrinha da dama que mencionarei em instantes e é a verdadeira causa da queda da monarquia no Brasil.

A história tem início quando o então Cel. Deodoro da Fonseca chega a um baile na corte e se encanta com uma bela e jovem moça de nome Adelaide Coutinho, filha de um dos mais renomados advogados do Rio de Janeiro naquela época. Esta moça era enamorada por Gaspar da Silveira Martins, um gaúcho que naquela ocasião já se despontava como um grande político, ferrenho adversário de Júlio de Castilhos(político do Partido Republicano Riograndense).

Acontece que Deodoro encantado por Adelaide pediu que esta lhe concedesse a honra de uma dança, mas a resposta foi um não, já que estava sendo cortejada por Gaspar e daí por diante com uma mágoa implacável o jovem coronel encheu-se de ódio daquele que viria a ser um dos maiores senadores do Império e governador da província do Rio Grande do Sul. A inimizade era recíproca e Gaspar se referia a Deodoro como um reles “sargentão”, o que deixava Deodoro ainda mais possesso e descontrolado de sua raiva.

O tempo se passou e Adelaide casou-se com Gaspar formando uma bela família que deu ao país grandes nomes para a política e a cultura.

Retornamos ao ano de 1889, precisamente na noite do dia 14 de novembro, e em uma quartelada liderada por ideais positivistas, Deodoro ajuda a derrubar tão somente o gabinete ministerial do Visconde de Ouro Preto e não todo o sistema monárquico, pois para o marechal que até então era amigo do “bom e velho Imperador” a monarquia só poderia ser derrubada após a morte deste. Deodoro após derrubar o gabinete ministerial e prender o Visconde no Campo de Santana volta para casa ardendo em febre e depois de algum tempo deitado chega Benjamin Constant e prega a maior e mais inconsequente mentira da história do Brasil.

A mentira de Benjamim é que Dom Pedro II havia nomeado o Conselheiro Gaspar da Silveira Martins para formar o novo gabinete ministerial. Deodoro tomado de ódio e cólera diabólica, levanta-se de seu leito, veste sua farda, empunha sua espada e proclama naquele dia 15 de novembro o que viria a ser o início de nossos dissabores e tristezas: a república brasileira.


Benjamin Constant Botelho de Magalhães

A república que teve início de um golpe covarde baseado em uma mentira sórdida. Estas são as bases de nosso atual sistema de governo.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A fazenda Nossa Senhora da Conceição do "Pompeo"

                                                                                                                                                                            
Hoje falarei um pouco sobre a fazenda do Pompéu e quem foram seus proprietários antes de Dona Joaquina e Cap. Inácio.
A fazenda Nossa Senhora da Conceição do Pompeo, aparece pela primeira vez em um registro existente no cartório do Distrito de Bento Rodrigues em Mariana no ano de 1756. Mostra que o primeiro proprietário a se ter notícias destas terras foi ninguém menos que o bandeirante Bartolomeu Bueno da silva, o Anhanguera, e se localizavam em uma área que ia do rio Pará ao Paraopeba até as margens do rio São Francisco.
Anhanguera partiu para Goiás em nos anos de 1717 e 1718 e em 1723 o sertanista Antônio Pompeo Taques requereu estas terras em sesmaria e aqui ficou até 1728.
Com a vinda de Antônio Pompeo Taques esta fazenda passou a ser denominada Fazenda Nossa Senhora da Conceição do Antônio Pompeo Taques, que as cedeu ao Capitão-Mor Francisco de Barros Braga. Em 1738 foram a leilão sendo arrematadas pelo Tenente Coronel João Gonçalves Fraga que as vendeu para seu sobrinho Estevão Gonçalves Fraga, e este vendeu ao senhor Manoel Gomes da Cruz em 1756(dados no cartório de Bento Rodrigues em Mariana)
Neste tempo a fazenda do Pompeo, como já era denominada, incorporava os “retiros” Agua Doce, Choro, Diamante, Mato Grosso, Pari, Passagem, Paulista, Quati, Santa Rosa e Três Barras.
Após o casamento o casal Cap. Inácio e Joaquina residiram em Pitangui, onde nasceram todos os filhos e em 1784 arrendaram a fazenda de Manoel Gomes da Cruz e em 1792 resolveram compra-la de vez.
A escritura foi lavrada em 17 de julho de 1792 no arraial de Catas Altas da Noruega e nela são mencionadas além da fazenda do Pompeo as fazendas Mato Grosso, Santa Rosa e Passagem(antiga Monte Serrate), com seus retiros, casas, currais, além de 39 escravos, gado vacum e cavalar que fossem marcados com a marca de Manoel Gome da Cruz. O valor da fazenda foi de 11.200$000(onze mil e duzentos contos de réis), sendo 7.595$995  vista e 3.693$005 em prestações anuais de 500$000, tendo sido dado ao comprador um prazo um prazo de dois anos caso se tornasse inadimplente.





segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A escrava Anastácia

Pouco se sabe desta mártir negra, que inicia sua história em 1740 por ocasião do desembarque na cidade do Rio de Janeiro de um navio negreiro, de nome “Madalena”, vindo da África com carregamento de 112 negros Bantus, originários do Congo, para serem vendidos como escravos. Entre esta centena de negros capturados em sua terra natal, vinha, também, toda uma família real de “Galanga”, que era liderada por um negro, que mais tarde se tornaria famoso, conhecido pelo nome de “Chico-Rei”, em razão de sua ousada atuação no circuito aurífero da região que tinha por centro a Cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais. Delmira, mãe de Anastácia, era uma jovem formosa e muito atraente pelos seus encantos pessoais, e, por ser muito jovem, ainda no cais do porto, foi arrematada por um mil contos de réis. Indefesa, acabou sendo violentada, engravidou-se de um homem branco, motivo pelo qual Anastácia, sua filha, possuía “olhos azuis”, cujo nascimento verificou-se no dia 12 de maio de 1740 na fazenda Nossa Senhora da Conceição do Pompéu, então município de Pitangui, quando o proprietário destas terras era o senhor Tenente Coronel João Gonçalves Fraga.
Antes do nascimento de Anastácia, a sua mãe Delmira teria vivido, algum tempo, no Estado da Bahia, onde ajudou muitos escravos fugitivos da brutalidade, a buscar sua liberdade.
        Anastácia por ser muito bonita, terminou sendo, também, sacrificada pela paixão bestial de um dos filhos de um feitor, não sem antes haver resistido bravamente o quanto pôde a tais assédios; depois de ferozmente perseguida foi torturada e violentada.
        Apesar de toda circunstância adversa, Anastácia não deixou de sustentar a sua costumeira altivez e dignidade sem jamais permitir que lhe tocassem, o que provocou o ódio dos brancos dominadores, que resolvem castigá-la ainda mais, colocando-lhe no rosto uma máscara de ferro, que só era retirada na hora de se alimentar, suportando este instrumento de supremo suplício por longos anos de sua dolorosa, mas heroica existência.
Segundo alguns historiadores as mulheres e as filhas dos senhores de escravos eram as que mais incentivavam a manutenção de tal máscara, porque morriam de inveja e de ciúmes da beleza da negra.
       Anastácia, já muito doente e debilitada, é levada para o Rio de Janeiro onde faleceu, sendo que seus restos mortais foram sepultados na Igreja do Rosário que, destruída por um incêndio, não se teve como evitar a destruição também dos poucos documentos que poderiam nos oferecer melhores e maiores informações referentes a ela.

Anastácia e Dona Joaquina do Pompéu

      Não existe relação histórica alguma entre as duas mulheres que com toda certeza merecem o respeito e a vênia da história.
      Anastácia nasceu em Pompéu em 1740 e daqui saiu antes dos 30 anos de idade. Joaquina e Cap. Inácio arrendaram esta fazenda em 1782 e a compraram definitivamente em 1792, portanto não há espaço no tempo para que as duas tenham convivido, pois como se pode notar Anastácia saiu desta região e foi para o Rio de Janeiro no mínimo dez anos antes da chegada do casal Dona Joaquina e Cap. Inácio de Oliveira Campos.


sexta-feira, 1 de junho de 2012

DISCURSO DO CONSELHEIRO HUGO DE CASTRO NO 1º ENCONTRO MONÁRQUICO JOVEM DE MINAS GERAIS - JUIZ DE FORA/MG - 12/05/2012




Conselheiro Hugo de Castro em seu pronunciamento

Alteza Imperial e Real, Dom Antônio de Orleans e Bragança, Príncipe do Brasil

Alteza Imperial e Real, Dom Rafael de Orleans e Bragança e Ligne,

Acadêmico Marcos Paulo Abreu, Chanceler da Juventude Monárquica;

Autoridades presentes;

Senhores Membros do Círculo Monárquico do Rio de Janeiro;

Senhores Membro do Círculo Monárquico de Minas Gerais;

Saudamos com júbilo neste dia em que a história presencia este belo encontro que tratará de nossas ações futuras em prol do Brasil!

Primeramente me sinto honrado em falar em nome dos membros do Círculo Monárquico de Minas Gerais e como descendente da grande heroina mineira da Independência do Brasil, Dona Joaquina do Pompéu.

Nosso Círculo Monárquico de Minas Gerais incia sua história no ano de 2008, a partir  das comemorações dos 200 Anos da Chegada da Família Real ao Brasil, realizadas em Sabará, um grupo de amigos de ideais comuns continuou se reunindo em BH para estudos sobre a Monarquia Parlamentarista.
O motivo das reuniões, foi a excelente impressão que o Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança deixou entre todas as 200 pessoas que participaram no 1º Encontro, realizado em Sabará.
Em 2009, o núcleo original dos organizadores, agora denominado Cone (Conselho Estadual Monárquico), promoveu novo Encontro de Monarquistas em Sabará, com quase 100 participantes.
Em março de 2010, a Chefia da Casa Imperial do Brasil resolveu nomear um Presidente para o Círculo Monárquico de Minas Gerais, originando-se daí o Círculo Monárquico de Belo Horizonte.
Naquele mesmo ano, o Cone promoveu o Terceiro Encontro Monárquico de Minas Gerais, envolvendo Belo Horizonte e Nova Lima.
Em 2011, o Cone  realizou seu Quarto Encontro, envolvendo 4 cidades mineiras: Belo Horizonte, Nova Lima, Pompeu e Sabará. Desta vez, recebendo participantes de Brasília, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, além de representantes de diversas outras cidades.
Ano de 2012 : Neste ano de 2012, foi realizado o 5º. Encontro de Minas Gerais, abrangendo 3 cidades: Belo Horizonte, Divinópolis e Bom Despacho. Quase 3.000 pessoas participaram, incluindo Autoridades Civis, Religiosas e Militares. A tônica deste 5º Encontro foi o elevado número de participantes jovens, da idade escolar até nível universitário.
O Círculo Monárquico se reúne em todas as sextas-feiras, pela manhã em Belo Horizonte.
A organização da Juventude Monárquica foi criada em 2010, tendo como seu atual líder o Acadêmico de Direito, Marcos Paulo de Abreu, da cidade mineira de São João Del Rey.
S.A.I.R. Príncipe Dom Bertrand de Orelans e Bragança dirigiu pessoalmente todos os 5 Encontro de Minas.
Organização : A Base de Sustentação do Círculo Monárquico de Minas Gerais e de seus afiliados, o Círculo Monárquico de Belo Horizonte e de Pompeu, são:
1º) Buscar a Restauração da Monarquia Parlamentarista do Brasil, desde que com absoluta e irrestrita fidelidade ao Chefe da Casa Imperial do Brasil, bem como aos Príncipes e Princesas da Linha Sucessória Monárquica do Brasil, assim considerados aqueles descendentes de Dom Pedro Henrique  de Orleans e Bragança, conforme registro no livro “Dom Pedro Henrique , o Condestável das Saudades e da Esperança”, Armando Alexandre dos Santos, 2006 – Editora Artpress, São Paulo.
2º) Reconhecer como  atual Chefe da Casa Imperial do Brasil S.A.I.R. Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, residente em São Paulo.
3º) Para pertencer ao Círculo Monárquico de Minas Gerais será aceito qualquer brasileiro, residente ou não em Minas, sem discriminação de religião, raça, sexo ou  pensamento político.
4º) Apresentar anualmente um Plano de Trabalho para aprovação da Chefia da Casa Imperial do Brasil, o qual só é executado após sua expressa aprovação.
5º) Qualquer alteração ou inovação no referido Plano de Trabalho só é executada após idêntica aprovação e,  periodicamente apresentar relatórios de suas ações, destacando os pontos fortes  e as inconformidades com suas respectivas providências corretivas.
6º) Lutar, por todos os meios, para evitar ou eliminar divisões entre Monarquistas, pois a divisão é o maior inimigo.
 7º) Ter como Estratégia Geral: Comunicação, Educação e Aglutinação, sendo:
 Comunicação: a Monarquia Parlamentarista existe no mundo; ela é o melhor sistema de Governo e existe uma Família Imperial no Brasil, preparada para instalar, imediatamente, o quarto poder no país.
Educação: o Brasil era uma das maiores potências mundiais, enquanto foi Monarquia; os melhores IDH’s pertencem a países de regime monárquico; todo um complexo filosófico, político e econômico demanda permanente pesquisa para o contínuo desenvolvimento do processo de aceitação do regime de monarquia parlamentar.
Aglutinação: aproximação dos monarquistas em torno de ideais comuns visando a união de forças e de esforços para restaurar o regime de Monarquia Parlamentarista no Brasil. Em 1993 existiam cerca de 7.000.000 de monarquistas no país, conforme provam os resultados do Plebiscito Constitucional realizado naquele ano. Agora, 18 anos são passados desde então, esse número pode ter se alterado para bem mais, em função da população jovem descomprometida com o status-quo do permissivo regime republicano que durante mais de 100 anos só ampliou sua nocividade impeditiva para uma democracia verdadeira e pura. Diferentemente de todos os países das Américas, o Brasil tem uma Família Imperial, eivada de tradição, com laços de amizade e de parentesco com as Famílias Reais européias. Descendentes de D. Pedro II e da Princesa Isabel, seus membros foram e são educados desde o berço para reassumir o trono tão logo assim o queira o povo brasileiro.
O Círculo Monárquico de Minas Gerais defende a criação de muitos outros Círculos Monárquicos em todo o Estado de Minas Gerais e está preparado para apoiar sua criação, sem pedir qualquer coisa em troca, muito menos qualquer tipo de subordinação.  A única coisa exigida é a absoluta fidelidade à Chefia da Casa Imperial do Brasil, conforme definida na primeira base de sustentação.

Dirijo agora minhas palavras aos jovens aqui presentes que devem olhar para o futuro de uma nação predestinada a um futuro glorioso! O Brasil é um país perfeito com toda riqueza desejada, mas o que falta é senso para adiministrar este potencial.

Nós jovens temos um papel preponderante pois o futuro nos pertence! Vejamos o exemplo de nossos dois Imperadores, Dom Pedro I e Dom Pedro II: Ao observarmos os quadros de Dom Pedro I logo imaginamos que seria um grande homem quando deu o brado retumbante às margens do Ipiranga, mas não! Era um jovem de 24 anos de idade que nos deu a liberdade e soberania nacional. Dom Pedro II subiu ao trono aos 14 anos e soube acabar com as beligeranças que o exemplo republicano que foi a regência havia causado. O otutro jovem foi meu pentavô o Cap. Joaquim Antônio de Oliveira Campos que ajudou Dom Pedro I com mantimentos para alimentar as tropas na causa da Idependência.

JOVENS! Acordei para o que vemos! Não podemos continuar nesta infelicidade de uma república espúria e bastarda!

Dom Rafael! Com todo respeito aos vossos amantíssimos tios e ao vosso pai aqui presente eu vos afirmo, que quero cumprimenta-lo no futuro como Sua Magestade Dom Rafael de Orleans e Bragança e Ligne, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil!


Muito obrigado e que Deus por meio da intercessão da matrona da Casa de Bragança, Nossa Senhora da Conceição, nos ilumine!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

ENCONTRO MONÁRQUICO JOVEM EM JUIZ DE FORA/MG




Conselheiro Hugo de Castro


No último dia doze de maio a cidade de Juiz de Fora recebeu de forma agradável e acolhedora o 1° Encontro dos Jovens Monarquistas que saíram de várias cidade mineiras e do estado do Rio de Janeiro para discutirem juntos o futuro de nossa nação tendo como base a Monarquia Parlamentar.

O evento contou com a participação de Suas Altezas Imperiais e Reais, Dom Antônio de Orleans e Bragança e seu filho Dom Rafael de Orleans e Bragança e Ligne, respectivamente  3° e 4° na sucessão do trono Imperial do Brasil.
Na oportunidade fizeram uso da palavra, o jovem acadêmico de Direito Marcos Paulo Abreu, Chanceler da Monarquia Jovem Mineira, Conselheiro Hugo de Castro, Diretor de Aglutinação do Círculo Monárquico de Minas Gerais e Dom Rafael de Orleans e Bragança e Ligne.
Marcos Paulo conclamou a juventude a assumir um papel de valor inigualável e promover os interesses de bem para a nação. Hugo de Castro discursou em nome do Círculo Monárquico Mineiro e lembrou do papel dos jovens que “devem seguir os exemplos de Dom Pedro I, que proclamou a independência do Brasil ao 24 anos de idade, de Dom Pedro II que assumiu o trono aos 14 anos e de seu pentavô, o Cap. Joaquim Antônio de Oliveira Campos, filho da matriarca Dona Joaquina do Pompéu que patrocinou parte da alimentação dos soldados nas batalhas da Independência do Brasil, principalmente na expulsão do Gal. Madeira da Bahia.
Após a primeira parte foi servido o almoço no Hotel Constantino onde os monarquistas puderam interagir e discutir os sérios problemas que abalam o Brasil e que jamais ocorreriam em uma monarquia parlamentar.
Ao terminar o almoço a comitiva dirigiu-se ao Fórum onde foi apresentado uma exposição dos trabalhos artísticos de detentos do Presídio “Ariosvaldo de Campos Pires” e em seguida Sua Alteza Imperial e Real Dom Antônio de Orleans e Bragança encerrou o encontro com um belo discurso, no qual ressaltou que “se o mundo seguisse os mandamentos da Lei de Deus, não seria necessário nenhuma outra lei”.

A cerimônia foi organizado pelo brilhante professor Nelmar Nepomuceno que com maestria conduziu os trabalhos.
Fotos do Evento:
Comitiva de Belo Horizonte e Pompéu com os Príncipes Imperiais.


Nelmar Nepomunceno, Dom Rafael, Dom Antônio e Hugo de Castro

Conselheiro Hugo de Castro durante seu pronunciamento


Dom Antônio de Orleans e Bragança, Dr. Célio Machado e Conselheiro Hugo de Castro

Os principes chegam ao Hotel Constatino com o Conselheiro Hugo de Castro


Conselheiro Hugo de Castro, Dom Antônio e Dom Rafael.